domingo, 31 de julho de 2011

Amazônia poderá perder 7.134 km² no próximo ano


Clique para ampliar. Crédito: Imazon
De agosto deste ano a julho de 2012 a Amazônia Legal poderá perder 7.134 km². Pelo menos 2.721 km² têm probabilidade de desmatamento maior que zero, com 95% de confiança estatística. Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Conforme o estudo, 72% da vegetação em risco está no Pará, seguido por Mato Grosso (11%), Rondônia (8%), Amazonas (5%) e Acre (4%).

Desmatamento em terras privadas, devolutas ou em conflito de posse apresentam risco de 65% de desmate, seguidos por assentamentos de reforma agrária (24%), unidades de conservação (8%) e Terras Indígenas (3%).  Márcio Sales, um dos coordenadores do estudo, explica que o foco do trabalho "não é predizer a área que será desmatada e sim os locais onde o desmatamento pode vir a ocorrer".

As áreas com maior probabilidade de desmatamento estariam ao longo da BR-230 (Rodovia Transamazônica), na região da Terra do Meio (PA) e ao longo da BR-163 (Rodovia Cuiabá- Santarém). Pacajá, Altamira e São Félix do Xingu, todos municípios do Pará, são os que apresentam maior área sob risco.

Desmatamentos

Para Márcio Astrini, da Campanha da Amazônia do Greenpeace, o ritmo de desmates precisa parar porque "a Amazônia é um tesouro" que deve ser utilizado corretamente. Ele explica que a vida da floresta está ligada ao alimento que se planta no país, aos medicamentos produzidos no mundo e até contribui para a criação de novas tecnologias. “O Brasil e o planeta irão à falência com a continuidade destes desmatamentos”, diz.

Márcio Sales acredita que, para combater o desmatamento, é necessária a continuidade dos esforços de fiscalização, punição sobre desmatadores ilegais e incentivo à regularização fundiária. Para Astrini, a luta contra o desmatamento deve ser feita por todos. “Seria um grande passo o incentivo à utilização da riqueza amazônica com leis que protegessem essa floresta e a decisão de iniciativas privadas em não comercializar produtos que tenham em sua cadeia materiais advindos do desmatamento”, complementa.


Glossário do Meio Ambiente

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-glossario/

Os turistas passam e a diversidade não fica


Procurado por cerca de 500 mil turistas por ano, a vida nos recifes de Porto de Galinhas é sensível ao caminhar. Crédito: Márcio Cabral de Moura


Porto de Galinhas, o mais procurado balneário de Pernambuco, recebe cerca de 500 mil turistas por ano. A maior atração é a praia, com areia branca e fina, sem a presença de dunas. A água é cristalina e a temperatura morna. O passeio mais procurado a bordo de uma das dezenas de jangadas é o passeio nos recifes com piscinas naturais. Um guia pode apresentar a natureza marinha e alguns pontos com maior concentração de peixinhos coloridos. Os efeitos desse vai e vem de turistas sobre os recifes foi ponto de partida da pesquisa, na qual a bióloga Visnu da Cunha Sarmento chegou a conclusão de que essa prática mata grandes quantidades do grupo de pequenos crustáceos Copepoda Harpacticoida e, pior, reduz a diversidade local.

Esses pequenos crustáceos compõem a meiofauna, pequenos animais com tamanho muitas vezes inferior a 1 milímetro e visíveis apenas através de microscópios. Eles estão na base da cadeia alimentar de peixes e crustáceos maiores. Em condições naturais são abundantes e apresentam grande diversidade. Mas, de acordo com o trabalho de Visnu, não foi esse o quadro encontrado nos recifes de Porto de Galinhas.

Para a sua pesquisa, chamada Efeito do pisoteio sobre a meiofauna e Copepoda Harpacticoida de fital nos recifes de Porto de Galinhas (Ipojuca, PE), a bióloga sob a orientação do professor Paulo Jorge Parreira dos Santos,
do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi a campo no verão de 2009, logo depois do período de maior fluxo de turistas. Em seguida, realizaram um pisoteamento de três dias para avaliar o efeito de curto prazo e estudar o padrão de recuperação da fauna.

 


Pesquisadora da UFPE sugere ações de manejo, como a criação de caminhos temporários, para manter a meiofauna dos recifes. Crédito: Ricardo Ferreira
Verificaram que as caminhadas dos visitantes afetam negativamente essa meiofauna. Há redução na quantidade total e na diversidade de Copepoda Harpacticoida quando comparada com a área de proteção ambiental – onde os turistas não têm acesso. “As consequências dessa redução na meiofauna em toda a cadeia alimentar são imprevisíveis”, adverte a pesquisadora. Parte do trabalho foi publicado na revista Scientia Marina.

Visnu reconhece a importância econômica do turismo e propõe ações de manejo com intenção de conciliar a visitação dos recifes da praia de Porto de Galinhas e a preservação do ecossistema – tão necessário para manter o destino uma atração turística. No inicio do mestrado, por algumas vezes, tentou fazer contato com a Prefeitura de Ipojuca, mas não teve sucesso. “Depois, com os compromissos e o trabalho desisti de procurar a prefeitura”, conta a bióloga. As medidas para preservar essa riqueza de Porto de Galinhas não são complicadas. Se tivesse conseguido falar com as autoridades, suas recomendações seriam as seguintes:

•    Criação de áreas de proteção permanente com restrição total ao acesso das pessoas para garantir a preservação ambiental

•    Devem ser estabelecidos novos caminhos com áreas de rodízio. Os caminhos ficariam temporariamente abertos ao turismo, para depois seguir um tempo para “descanso” e recuperação. Esta medida associa educação ambiental à visitação turística

Em paralelo, projetos de monitoramento verificariam a saúde do ecossistema local.
 
 



Principal atração turística de Porto de Galinhas são as piscinas cheias de vida que os recifes, até então, oferecem. Crédito: Ricardo Ferreira


http://www.oeco.com.br/reportagens-especiais/25214-os-turistas-passam-e-a-diversidade-nao-fica

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A energia Eólica



   A energia cinética do vento também é uma fonte de energia e pode ser transformada em energia mecânica e eléctrica. Um barco á vela usa a energia dos ventos para se deslocar na água. Esta é uma forma de produzir força através do vento.

Durante muitos anos, os agricultores serviram-se da energia eólica para bombear água dos furos usando moinhos de vento. O vento também é usado para girar a mó dos moinhos transformando o milho em farinha. Actualmente o vento é usado para produzir electricidade.

  O vento forte pode rodar as lâminas de uma turbina adaptada para o vento (em vez do vapor ou da água é o vento que faz girar a turbina). A ventoinha da turbina está ligada a um eixo central que contém em cima um fuso rotativo. Este eixo chega até uma caixa de transmissão onde a velocidade de rotação é aumentada. O gerador ligado ao transmissor produz energia eléctrica.

A turbina tem um sistema de abrandamento para o caso do vento se tornar muito forte, impedindo assim a rotação demasiado rápida da ventoinha.

Um dos problemas deste sistema de produção eléctrica é que o vento não sopra com intensidade todo o ano, ele é mais intenso no verão quando o ar se movimenta do interior quente para o litoral mais fresco. Outro entrave é o facto do vento ter que atingir uma velocidade superior a 20 km/hora para girar a turbina suficientemente rápido.

Cada turbina produz entre 50 a 300 kilowatts de energia eléctrica. Com 1000 watts podemos acender 10 lâmpadas de 100 watts; assim, 300 kilowatts acendem 3000 lâmpadas de 100 watts cada.

Cerca de 30% da electricidade produzida a partir do vento é criada na Califórnia. A Dinamarca e Alemanha também são grandes exploradores da energia eólica.

Mas uma vez produzida a electricidade é necessário conduzi-la até ás casas, escolas e fábricas.

"Faço a apelo a todas as pessoas do mundo que pressionem os líderes locais a, se ainda não o fizeram, comprar carros "verdes", construir instalações ecológicas e comprar energia renovável, como a energia eólica ou solar. As nossas acções podem determinar se seremos um acidente na guerra de um planeta habitável para gerações futuras"

Leonardo DiCaprio

Entrar em Energia Hidroeletrica

Benefícios da Energia Eólica


Quais são os Benefícios?

Ar mais limpo é somente uma das razões para aumentar o papel da energia eólica na nossa mistura de provisão. Vejamos algumas outras boas razões:

• A energia eólica preserva recursos hidráulicos

• A energia eólica é compatível com outros usos de terreno e pode servir como auxílio ao desenvolvimento económico rural.

• A energia eólica não produz emissões perigosas, ou resíduos sólidos tóxicos.

• A energia eólica é completamente renovável, altamente fiável e muito eficiente.

• A energia eólica é uma das fontes mais económicas da nova geração de electricidade em grande escala.

• A energia eólica está a tornar-se ainda mais económica na produção à medida que se atingem economias de escala e os preços de electricidade aumentam.

• A energia eólica é favorável ao emprego e criação de postos de trabalho.

• A energia eólica apoia o crescimento económico

• A energia eólica gera turismo a comunidades locais.

• A energia eólica cria receitas alternativas a agricultores que arrendem a sua terra.

• A energia eólica compensa as emissões de outras fontes de energia, assim reduzindo a nossa contribuição para as alterações climáticas globais.

• A utilização de vento para produzir energia suficiente para mais de 200 casas (2,000,000 de quilowatt-hora) de electricidade em vez queimar carvão deixará 900,000 quilogramas de carvão na terra e reduzirá emissões de gás de estufa anuais em 2,000 toneladas. Isto tem o mesmo impacto positivo que tirar 417 carros da estrada ou plantar 10,000 árvores.