domingo, 6 de novembro de 2011

Organizações civis se unem contra caça de baleias


Medidas diplomáticas e de rechaço à dita caça para fins ‘científicos’ na Antártida, realizada na realidade com caráter comercial pelo Japão, é o que desejam as organizações que trabalham com conservação marinha na região, segundo a carta entregue a 14 países do Grupo Buenos Aires, entre eles o Brasil.

Segundo a denuncia das organizações, a cota anual de baleias caçadas sob o programa JARPA II, iniciado em 2006, aumentou quase 50% ao ano devido a concessões especiais, alcançando níveis similares a cota anual de caça comercial à baleia minke antártica antes da implementação da moratória.

A caça para fins ’científicos” é uma prática tolerada pela Comissão Internacional da Baleia (CIB), que proíbe desde 1986 a caça comercial aos cetáceos. “Além de construir uma fachada para encobrir as operações baleeiras de caráter comercial e violar a moratória sobre a caça comercial, o programa representa uma crescente e preocupante ameaça à governança do Oceano Austral, à segurança da vida humana em alto mar e à proteção do delicado ecossistema marinho antártico”, relata a carta.

Segundo José Truda Palazzo, do Centro de Conservação Cetácea Brasil, a CIB atua com base em um tratado arcaico, a Convenção Baleeira de 1946, que permite expressamente através de seu Artigo 8º que os países se auto-outorguem licenças de captura para fins científicos.

“Logicamente, o que o Japão faz é um abuso do direito concedido por esse Artigo, tanto que a Austrália está processando o país na Corte Internacional de Justiça, mas a CIB alega que não pode fazer nada. A CIB se transformou num anacronismo no século XXI, e acredito que a conservação das baleias no plano global estaria melhor se essa Comissão acabasse e fosse substituída por um tratado moderno de conservação dos cetáceos. Mas falta vontade política, mesmo dos países que se dizem “conservacionistas”, para dar esse passo à frente”, afirmou Palazzo.

Além da segurança ambiental contra a caça de animais ameaçados de extinção como a baleia jubarte, as organizações denunciam a quebra do Tratado Antártico como uma zona de paz livre de armas, já que o governo japonês pretende enviar uma embarcação de escolta para proteger a tripulação baleeira.

“É inaceitável que o governo japonês transforme novamente as águas do Santuário de Baleias do Oceano Austral no cenário de massacre de centenas de baleias que se encontram protegidas”, lamentou a diretora executiva do Centro de Conservação Cetácea do Chile Elsa Cabrera.

A carta ainda acrescenta a preocupação sobre a conduta do governo japonês no âmbito da CBI, “mostrando a sua nula disposição em melhorar o funcionamento deste importante organismo”.

As organizações brasileiras que assinaram a carta são: Centro de Conservação Cetácea Brasil, Instituto Baleia Jubarte e Centro Golfinho Rotador.

De acordo com Palazzo, o governo do Brasil mantém uma posição firmemente conservacionista na CIB, graças principalmente à atuação do Itamaraty, mas poderia fazer bem mais.

“Estou convencido de que a proposta brasileira de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul não prospera porque as gestões que deveriam ser feitas em altíssimo nível, de Presidente para Primeiros-Ministros e outros Presidentes, simplesmente não acontece. Aí, vemos o sujeito do Gabão, de quem o Brasil há pouco perdoou centenas de milhões em dívidas, literalmente xingar a delegação brasileira nas plenárias da CIB e votar com os baleeiros japoneses, e fica por isso mesmo. O Brasil tinha de exercer mais pressão em nível mais elevado pra lograr seus objetivos de conservação no Atlântico Sul” resumiu o ecologista, que lançará na semana que vem o livro SOS Baleias.

Histórico

Em uma nota divulgada em fevereiro, o Grupo Buenos Aires já havia reafirmado seu “compromisso com a conservação das baleias, a manutenção da moratória comercial em vigência desde 1986, a promoção do uso não letal do recurso e o respeito à integridade dos santuários baleeiros reconhecidos pela CBI”, rejeitando a caça dos cetáceos.

Logo após esta manifestação, o governo japonês decidiu suspender sua campanha de caça às baleias na Antártida até o final da temporada passada, porém motivado pela “dificuldade de se garantir a segurança das tripulações diante do assédio incessante da Sea Shepherd”, alegou na ocasião o ministro da Agricultura e Pesca, Michihiko Kano.

As capturas da frota japonesa, que tem uma cota anual de cerca de mil cetáceos, foram reduzidas para 507 baleias no ano passado, fato que a Agência de Pesca atribuiu às atividades de “obstrução” da Sea Shepherd.

O Japão anunciou no início de outubro que vai regressar às águas da Antártida a partir de Dezembro para caçar. Mas desta vez, a frota baleeira terá uma escolta nipônica para proteção contra os navios ecologistas da Sea Shepherd.

A ONG mobiliza várias embarcações para seguir a frota japonesa, utilizando cordas para bloquear as hélices dos navios japoneses e colocando-se entre estes e as baleias. A organização garante ter conseguido evitar a morte de 800 animais.

Outras ameaças

Em meio a este embate, a Convenção sobre Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens sob o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP/CMS, em inglês) divulgou um relatório que detalha as mais recentes descobertas científicas sobre a distribuição, migração, comportamento e ameaças aos cetáceos.

O alerta trazido pelo relatório é diretamente relacionado ao bycatch, ou seja, a captura de espécies diferentes da espécie-alvo na pesca. A constatação é que 86% dos Odontoceti, uma subordem de cetáceos popularmente chamada de baleias com dentes, como as a cachalote e os golfinhos, morrem emaranhados em armadilhas, redes de emalhar e de arrasto, espinhel e outros aparatos pesqueiros.

Além disso, a sobrepesca das suas presas também foi identificada como uma ameaça a 13 espécies em 2011 em comparação com 11 em 2001. O relatório enfatiza que a caça local, matanças ou capturas deliberadas são ameaças graves.

A secretária executiva da UNEP/CMS Elizabeth Mrema, comentou que lidar com estas ameaças exige regulamentação internacional e que durante a 10 ° Conferência das Partes da CMS em novembro será discutida a adoção de um Programa de Trabalho Global para Cetáceos.

*publicado originalmente no site do CarbonoBrasil.



sábado, 5 de novembro de 2011

Fluxo: Pelo Amor à Água (1/8)

Poltrona de garrafas pet



COMO FAZER - POLTRONA DE GARRAFA PET


POLTRONA DE GARRAFA (PET)

Eu ainda não fiz, mas como sei que muitos gostariam de aprender, resolvi colocar aqui .

MATERIAL UTILIZADO:
tesoura
136 garrafas de PET (garrafas de refrigerantes da mesma marca)
rolo de fita adesiva transparente (fita utilizada para fechar caixas de papelão)
cola branca rótulo azul (cascorez) ou cola de contato (sapateiro)
papelão
espuma de 3cm de espessura
tecido para estofar

MONTAGEM:

1) Retire o rótulo, lave e seque muito bem as 136 garrafas.

2) 32 garrafas sem as tampas serão cortadas. Se utilizar garrafas de coca-cola aproveite a marca que a própria garrafa já possui e faça nesta marca o corte, se utilizar outra marca de refrigerante medir da tampa em direção ao meio da garrafa 13 cm, marcar com caneta hidrocor e fazer o corte separando a garrafa em duas partes.

3) Encaixe a parte de cima (com o bico) dentro do corpo da garrafa. O bico deverá encostar no fundo da garrafa. Fazer este processo com as 16 garrafas.

4) As outras 16 garrafas inteiras e tampadas deverão ser encaixadas uma a uma dentro de cada garrafa cortada. Tome o cuidado de fazer a mesma pressão em todas elas para as peças ficarem do mesmo tamanho.

5) Agora chegou a vez de prender as garrafas para formar o assento. Junte no mesmo sentido duas peças montadas, isto é, bico com bico e prenda-as com a fita adesiva dando 3 voltas na mesma direção. Esta fita deverá ser presa com uma certa pressão, pois assim as garrafas ficarão bem presas. Forma-se então 8 duplas.

6) Juntar novamente as duplas em dois em dois, passar a fita adesiva. Não esqueça de colocar as duplas no mesmo sentido. Feito isto teremos 4 grupos de quatro peças.

7) Coloque um grupo sobre o outro e passe a fita adesiva, fazer este processo até o quarto grupo de garrafas. Está pronta a estrutura.

8) O lado do pufe que ficará no chão é do lado do bico, pois é mais resistente.

9) Iremos agora confeccionar os braços da poltrona.

Utilizar 40 garrafas limpas e secas, 8 garrafas ficarão inteiras e com as tampas, 32 garrafas deverão ser cortadas. Se utilizar garrafas de coca-cola aproveitar a própria marcação da garrafa e fazer o corte, se for garrafas lisas medir 13cm e cortar.

10) Encaixe a parte de cima (com o bico) dentro do corpo da garrafa. O bico deverá encostar no fundo da garrafa. Fazer este processo com as 32 garrafas.

11) Para montar cada peça, encaixar 4 garrafas cortadas uma dentro da outra e finalizar com uma garrafa inteira. Com este procedimento teremos no final 8 peças que serão os braços (4 para cada lado).

12) Juntar agora duas em duas as peças, prendê-las com a fita.

13) Prender as duplas formando 4 peças. Estão prontos os braços.

14) Utilize um grupo de 4 peças na lateral do assento e prenda-o também com a fita adesiva.

15) Faça o mesmo procedimento do outro lado.

16) Confeccionaremos o encosto da poltrona. Utilize as 64 garrafas restantes. 60 garrafas serão cortadas e 4 permanecerão inteiras e com as tampas.

17) Para cortá-las e montá-las utilizar o procedimento do braço.

18) Prender o encosto utilizando também a fita. Está pronta a poltrona, falta agora estofá-la.

19) Para montar o assento utilize o papelão colando-o nas garrafas.

20) Cole sobre o papelão a espuma. Se desejar pode colar também a espuma nas laterais, encosto e braços

21) Por último, faça uma capa com o tecido e encape o pufe. Pode também utilizar juta, courino, jeans, etc



quinta-feira, 3 de novembro de 2011